quinta-feira, 24 de outubro de 2013

 


Um barulho se ouve em meio a uma multidão, o silêncio toma conta de tudo...
Todos me olham, curiosos, à procurar o motivo do barulho e nada para eles estava em evidência.
Porém, aquela cena não saía da minha cabeça. Ele me olhava e sorria, como se nada importasse.
Mas o meu corpo reagia de maneira estranha. Eu não conseguia me mexer, só conseguia sentir algo se desintegrando por dentro.
Aquilo estava me sufocando, eu queria gritar, queria correr, mas, a minha alma parecia ter sido levada dali.
E aquela imagem dos seus lábios tocando outros lábios, me apertava por dentro, e tudo que eu queria era me encontrar. Pra quê procurar um outro amor, se eu estive ali o tempo todo? Eu queria reagir, eu juro! E ele não me correspondia, meu corpo parecia não ser meu. Foi nessa hora que eu realmente desabei, quando conseguir me mexer, eu estava de joelhos, uma das minhas mãos apertava o meu peito. Dor, essa era a palavra que resumia o que eu estava sentindo. E enquanto isso as pessoas procuravam entender o que estava acontecendo, e eu, comecei a me rastejar procurando uma saída. Cenas de um passado próximo sobrevoavam a minha cabeça, sei que tudo tinha acabado, mas e o amor? Aquele amor, que me fazia delirar só por estar perto dele. ELE JOGOU FORA!
Mas, e eu? Com a ajuda de uma parede, conseguir me levantar, todos me olhavam. Minha mão perfurou o meu peito e eu agonizava de dor e pude então entregar a ele o que me restou daquele meu amor, daquele nosso amor. Do amor que me levava ao topo, do amor que me deixava sem sentido quando estava totalmente envolvido em seus braços, daquele amor que me fazia esquecer tudo ao meu redor. E eu podia ver no seu olhar, um ar de angústia, um ar assustado, um ar de desespero e arrepedimento. E então o entreguei o meu coração, meu coração despedaçado, o meu coração dilacerado. As pessoas que ali estavam, faziam burburinhos, outros me olhavam assustados, outros tinham expressões de desespero, e no meio deles eu apenas chorava, chorava...
E o barulho do meu coração quebrado foi a única coisa que me restou.
Depois disso, eu desmoronei!
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